Quatro dias longe de tudo e eu não enlouqueci…
In Coisas Interessantes, Essas crianças on Novembro 28, 2008 at 6:08 am
Ganhei de presente de minha querida tia Nadime quatro dias no SESC Bertioga. Engraçado, pois eu passei a minha infância com meus pais me levando para lá todos os anos. Férias de verão eram sinônimo de SESC Bertioga e suas barraquinhas na praia.

Carol e Tia Na
O tempo passou, meus pais passaram a ter casa no Litoral Norte de São Paulo e nunca mais fui ao SESC, ouvia apenas as pessoas falando do quanto ele melhorava.
Passamos quatro dias maravilhosas, sem que eu acessasse a internet, fosse através do computador fosse através do iPhone (3G em Bertioga? Ainda não), apenas curtindo as diversas atrações do lugar com a filhota: piscinas diversas; praia com areia fininha ótima para castelos de areia; um totem cheio de pufes coloridos com clipes de música o dia todo; uma área de convivência com sofás,;mesas para jogos de carteado e outros; andar de bicicleta ou triciclo; campo de mini-golfe; lago para pescar peixes; espaço zen com um caminho de pedras com água para você andar… Ufa, tanto para fazer. E ainda tinha show toda noite, peça de teatro, cursinhos de artesanato…
Não foi à toa que voltei para São Paulo renovada e sem nenhuma olheira.
Recomendo o programa para a família toda e se você não conseguir vaga para se hospedar (por preços ótimos) você pode descer a serra e passar o dia por lá, retornando para casa à noite.




Iara a Sereia dos Rios
In Coisas Interessantes, Promoções on Novembro 27, 2008 at 4:06 pmA peça Iara a Sereia das Águas foi inspirada em um poema musicado de George Passos. O cenário é simples, os efeitos idem. O Teatro do SESC Bertioga também é simples e no sábado passado, quando fomos assistir à peça, ele havia sido tomado pela água em suas cadeiras mais baixas após uma grande chuva que fez o lençol freático subir.
O Grupo Dharma conta a lenda de Iara, moça bonita, meio gente, meio “peixa”, que canta e encanta com sua voz, levando os moços da beira do rio para morar no fundos das águas com ela.
Mas a peça não poderia ser mais atual: devido à poluição das matas e rios, Iara não volta mais, nem o Boto Cor De Rosa, o que leva a tristeza para as Marias, três lavadoras que, na companhia de um caipira cantador, contam as duas histórias e depois ensinam às crianças sobre a importância de reciclar, reutilizar e reduzir.
Carol, que em casa já recicla de nascença – tenho “o maior orgulho” em contar que fomos eu e meu marido que implementamos a coleta seletiva de lixo em nosso prédio, de uma maneira simples, apenas com a separação do lixo reciclável do orgânico em dois latões por andar; a separação por tipo de material é feita pelos meninos da portaria e da limpeza, que depois ficam com o dinheiro da venda mensal da sucata, que faz bastante diferença em seu orçamento – e também recicla na escola, subiu ao palco com o resto da criançada para recolher o lixo do “rio” e então ver surgir a Iara. Tudo isso cantando uma musiquinha super animada que ensinava sobre cada uma das cores das latas de lixo.
Após o final da peça, as Marias montaram barraquinha fora do teatro, mostrando produtos feitos a partir de garrafas PET e óleo de cozinha. Carol quis ir até lá cumprimentar as lindas meninas e falar que ela reciclava (achei demais), mostrando que é uma menina muito “istudiada” como as Marias falaram.
Uma maneira ótima de introduzir seu filho no mundo das artes é assim: levando-o para assistir peças em que ele possa participar também e que ensinem sobre magia e encantamento. Essa beleza ele vai carregar consigo para todo o sempre.
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