Simone Miletic

Arquivo da categoria ‘Bicharada’

Irmãos cuidam de irmãos…

In Bicharada, Coisas Interessantes on Outubro 25, 2008 at 7:43 pm
Mussarella em modelito pós banho

Mussarella em modelito pós banho

… Mesmo quando são de espécies diferentes.

Imagine: depois do jantar de ontem fui tomar um banho, escovar o dente e tudo o mais. Quando saí do banheiro, Mussarella Maria estava deitada na porta do quarto da Carol. Toda impertigada, tipo esfinge do Egito.

Deitei em minha cama, ficando bem de frente para a porta, para dar aquela zapeada de fim de noite. Mussarella continuava me encarando, muito séria, e, de vez em quando, dava uma batidinha com a pata no chão.

Chamei várias vezes por ela, estranhando o fato dela ficar ali, já que, como boa vira-lata que é, o negócio da Mussarella é um colo, cama ou almofada, mas sempre algo mais confortável que o chão frio.

Determinada hora levantei para levar Carol ao banheiro. Surpresa a minha foi em dar de cara com a minha filhota caída no chão e dormindo (devia ter caído da cama enquanto eu tomava banho e o pai, com os fones do iPod, não deve ter ouvido o estrondo) como se nada tivesse acontecido.

É, isso mesmo que você pensou, Mussarella estava vigilante e tentando chamar a minha atenção porque a “irmã” estava caída no chão…

Depois falam que gatos não têm carinho pelos donos…

Gatos dançantes…

In Bicharada, Vídeo on Outubro 14, 2008 at 10:47 pm

… E eu vou dormir! Boa Noite!

Lindo Quadro

In Bicharada, Coisas Interessantes on Outubro 9, 2008 at 11:43 am

Esse eu achei no Queridos Gatos:

A Malagueta nem tá mais tão feia…

In Bicharada on Outubro 1, 2008 at 9:55 am

Os pelos da Malagueta já começaram a crescer e agora ela parece um carneirinho, a cabeça já ficou mais proporcional, mas ela continua feliz da vida, toda brincalhona, como eu nunca pensei que uma gata persa pudesse ser…

Com a falta do pelo ela bem que se aloja toda noite no meu cobertor e só sai de manhã.

Um teste ideal para “cat persons”

In Bicharada, Testes Legais on Setembro 28, 2008 at 6:17 pm

Hummm… Birmanês, heim?

What breed of cat are you?Birman

The Birman is placid, intellgent and laid back They prefer indoors and doing what they want makes them happy.

Personality Test Results

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Descobri o segredo da Hello Kit

In Bicharada on Setembro 6, 2008 at 7:16 pm

Depois de ver a Malagueta (minha gata persa) dormindo dentro da pia do banheiro por causa do calor acabei por sucumbir aos conselhos da dona do um pet shop aqui da Pompéia (o Laicão, cara, não tem lugar mais barato) e levei a linda gata de olhos amarelos para tosar.

Para que vocês imaginem o resultado o primeiro comentário da Carol ao ver a gatinha na hora de buscar foi: “Nossa Mãe, colocaram a cabeça da Malagueta no corpo da Mussarella!!” (a Mussarella é minha outra gata, uma vira de siamês branca de rabo e orelhas amarelas).

Ao chegarmos em casa meu marido soltou: “Nossa tá parecendo a Hello Kit!” E aí descobrimos porque a famosa gata japonesa é cabeçuda: ela é uma persa tosada! Read the rest of this entry »

Qual o seu bicho ideal?

In Bicharada, Testes Legais on Maio 19, 2008 at 10:23 am

Zapeado do blog da Fer


Your Ideal Pet is a Cat


You’re both aloof, introverted, and moody.

And your friends secretly wish that you were declawed!

Eu sabia, eu sabia!

Minha bolsa nova

In Bicharada on Março 16, 2008 at 8:12 pm

Há um tempo atrás, acho que um ano mais ou menos, conheci o site da ONG Adote Um Gatinho, que cuida de gatinhos abandonados aqui em São Paulo. Cuidando deles até que eles tenham uma casa nova. Eles pegam os gatinhos, cuidam, tratam, alimentam, castram. É um trabalho muito legal dessas moças.

Lá eu conheci a Maria Simone, marca de roupas customizadas com gatinhos lindos e que doa parte de sua renda para a ONG. A loja da moça fica na Vila Madalena, pertinho aqui de casa, e resolvi ver tudo pessoalmente (aqui o site da marca).

Chegando lá descobri que a Simone Andreta não só ajuda a Adote Um Gatinho, como também tem peças com outras customizações, que rendem ajuda para uma ONG que cuida de parques e praças aqui da cidade, e que ela contrata senhoras da terceira idade como costureiras da marca. Muito legal, não é?

Minha primeira visita rendeu uma camiseta com gatos, uma camiseta com joaninhas, um vestido com historinha e uma bolsa. Mas a bolsa merece destaque: gostei do modelo de uma bolsa mostarda com a aplicação de um passarinho vermelho, mas queria de gatinho, então pude encomendar uma do jeito que queria: preta com uma linda gatona de óculos escuros (no caso vermelhos).

 Bolsa Penelope

 

Só que eu sou chata demais, sabe como é, gosto de cada coisinha no seu lugar, e a bolsa era enorme, e a alça não dava para usar com blazer (ué, não posso usar bolsa de gato com roupa social não é?). Mandei um e-mail para a Simone com a foto de uma bolsa minha de couro, da Corello, que é perfeita e por isso usada há mais de ano todos os dias. Ela é toda durinha e cabe tudo no seu lugar: smatphone, necessarie, chave, óculos escuros, óculos de grau, creme para as mãos e meu livro, coisa que não vivo sem (leio no metrô, leio no almoço, leio todo dia).

Bolsa da Corello

Ontem fui buscar minha bolsa especial, feita pela Simone usando como base a foto que mandei e as medidas. Ela colocou um bolso para o celular, mais 03 bolsos de diferentes tamanhos para colocar de tudo e um ganchinho para chaves. Ela não ficou linda?

 Bolsa Gatos

 

Claro que a visitinha à loja ainda rendeu mais uma camiseta de gatos… Uma presilha de gatos… Uma camisa social com uma aplicação de gato atrás e mais uma camiseta de cachorro encomendada para a Carol… Acho melhor mandar o maridão ir buscar a camiseta depois, afinal, desse jeito acabo indo a falência!

A Espanha e os Cachorros

In Bicharada, Coisas on Março 13, 2008 at 10:10 am

Mais um texto roubado lá do blog da Cora:

Em meados dos anos 40, Evelyn Waugh reuniu trechos de quatros livros de viagem escritos entre 1929 e 1935 num único volume chamado “When the going was good” (algo como “Quando o ir era bom”). Já na época dos escritos, antes ainda da Segunda Guerra e de todas as muralhas reais e imaginárias que surgiriam pelo mundo em sua decorrência, ele percebia o fim de um estilo de vida e de um tipo de viagem que não se repetiria mais. Jovem, inglês e de classe alta, com conexões nos quatro cantos do império onde o sol nunca se punha, Waugh percorria o mundo sem passagem de volta, sem se preocupar com o tamanho da maleta de mão ou com o peso das malas.

“Entre 1928 e 1937, não tive endereço fixo, nem bens que não coubessem, todos, no carrinho de um carregador”, escreveu. Seu rumo era ditado pela curiosidade e pela necessidade financeira: ele ia aonde os jornais com os quais colaborava lhe pediam para ir, ou aonde farejasse uma boa oportunidade para um novo livro. Foi assim, por exemplo, que, em 1932, veio dar com os costados no Brasil, num programa de índio avant la lettre que o levou de Georgetown, na Guiana Inglesa, a Boa Vista. O relato de sua estada em Roraima é uma sucessão de desastres e de mal-entendidos, sobrepujados por momentos de inenarrável tédio. Sinto informar que, compreensivelmente, não levou boa impressão do país.

O que me fez voltar a este antigo favorito foi o título, que ficou gravado na minha memória desde que o li, e do qual me lembro sempre que os jornais se enchem de notícias como as das últimas semanas. É cada vez mais difícil imaginar, nos nossos dias de vôos atrasados, de overbooking e de outras histórias de horror aeroportuárias, como se viajava quando o ir era bom. Num melancólico prefácio escrito em 1945, Waugh diz que seus dias de viajante ficaram para trás:

“Não há lugar para turistas num mundo de ‘pessoas deslocadas’. Nunca mais pisaremos em solo estranho, com uma carta de crédito e um passaporte (este mesmo a primeira sombra pálida da pesada nuvem que nos envolve), tendo a sensação de que o mundo se abre para nós. (….) Jamais aspirei ser um grande viajante. Eu era apenas um típico rapaz da minha época; nós viajávamos porque era assim. Conforta o meu coração ter ido quando o ir era bom.”
* * *
O ir, como mostra o noticiário, anda péssimo. Para a Espanha, então, nem se fala – mais um pouco, e estaremos apedrejando as agências do Santander. Antes que as coisas cheguem a esse ponto, é bom que os espanhóis tomem tenência: tenho a impressão de que o elegante embaixador Peidró ainda não se deu conta de que o problema é mais da Espanha do que dos turistas deportados. Eles passaram por um enorme perrengue, perderam dinheiro e oportunidades, mas, eventualmente, vão ter a oportunidade de viajar de novo.

Já refazer a imagem da Espanha como país acolhedor e bom destino turístico para brasileiros vai ser mais complicado. De que adianta gastar uma fortuna em publicidade e deixar a porta de entrada na mão de pessoas absolutamente despreparadas para receber visitas? E qual é o sentido de usar a polícia para deter estudantes e viajantes inofensivos enquanto bandos de ladrões agem livremente pelo saguão? A verdade é que ainda estou para encontrar quem viaje com alguma freqüência e não saiba de histórias assustadoras de Barrajas, o aeroporto mais selvagem da Europa.
* * *
Por falar nisso, há uma imagem recorrente bastante perturbadora nos depoimentos dos brasileiros deportados de Madri. Lucimeire de Souza Rocha disse que ficou fechada numa salinha, “como se fosse um cachorro”; Marcos Vinicius observou que os policiais que os prenderam “olhavam de cara feia, como se fossemos bichos”; Elisete, cujo sobrenome me escapou, disse que foram todos “muito maltratados, humilhados, tratados como bichos”; Pedro Luiz Lima conta que reagiu aos gritos do policial dizendo “Olha, não somos cachorros, trate a gente como homens”; Ramon Santana confirma, “fui tratado como cachorro”.

Longe de mim querer desviar o foco da conversa, mas há algo muito errado aqui – e não estou falando do ocorrido na Espanha, a respeito do qual estamos todos de acordo. Quer dizer que, se estivéssemos falando de bichos de verdade, especialmente de cachorros, as maldades dos espanhóis não teriam importância?! Será que é tão natural assim trancafiar bichos, e deixá-los passar fome e sede?!

Ainda que esses sejam cachorros retóricos e que isso seja só figura de linguagem, o fato é que, por trás de expressões assim, há um preconceito que não devia ter mais lugar. Tanto lá quanto cá, já é mais que tempo de tratarmos humanos e não-humanos com o mesmo respeito, carinho e consideração com que gostaríamos de ser tratados.
* * *
Para que os planetas se realinhem e o mundo volte a ser harmonioso, pelo menos no espaço fugaz de duas horas, vocês sabem: há uma felicidade logo ali, no Canecão, embrulhada para presente num dos cenários mais lindos e cintilantes do Gringo Cardia. Não é sempre que se pode ver duas estrelas de primeira grandeza brilhando tão perto e tão intensamente. A generosidade com que Maria Bethânia acolhe Omara Portuondo no seu palco é uma aula de elegância; a alegria e a inteligência do canto de dona Omara são, desculpem o termo tão batido, uma lição de vida.

Melhor, impossível.


(O Globo, Segundo Caderno, 13.3.2008)

Ainda os gatos

In Bicharada on Outubro 26, 2007 at 6:15 am

Fui obrigada a copiar isso lá do site da Naomi. Divirtam-se!

Porque gostar de gatos

In Bicharada on Outubro 25, 2007 at 8:27 pm

Gatos são bichos fascinantes. Mesmo!

Veja só: se você judia de um cachorro, tipo esquece de levar para passear ou não faz um carinho (isso é o máximo de judiar que eu me permito falar), o cachorro tá lá, até fica chateado, mas não precisa de mais de minuto para ele ficar todo alegrinho, rabo balançando e baba caindo pelo canto da boca.

Gatos não. E isso não é ruim, de maneira alguma. Eles têm personalidade, eles olham para você assim, em nível de igualdade.

Malaguete, por exemplo, é uma gata persa daquelas com pêlos enormes, brancos e embaraçantes, isso sem contar o tanto de pêlo que se perde pela casa.

Pois bem, como eu tenho uma renite alérgica daquelas, condição feita para a persa ficar por aqui foi maridão escovar seu pêlo todo dia ou, pelo menos, dia sim dia não.

Maridão tá lotado de trabalho, tem ficado até de madrugada no computador, e já não escova a gatosa há um bom tempo, semanas até.

Se fosse um cão, Malagueta, essas horas, tava no pé do pai pedindo carinho. Mas ela é um gato, então, Malagueta vômita todo dia na cama dos pais para mostrar seu descontentamento.

Isso, você leu certinho, ela pega aquela bola de pêlo que tá na garganta dela por falta de escovada e joga num local que não tem como Maridão não ver que ela fez, hehe.

Gatos são demais…

P.S. Antes de perguntarem por quê eu não vou lá e escovo: porque só de ficar perto da pelaiada o olho coça, o nariz coça, os espirro começam, a garganta fecha. Simples assim.

Olhem aí a filharada

In Bicharada on Outubro 18, 2007 at 9:08 pm

A Naomi pediu e eu apresento a vocês duas das minhas três filhas:

 Mozzarella:

 Muzzarela

E Malagueta:

Malagueta