Simone Miletic

Arquivo da categoria ‘Coisas’

Certas coisas eu nunca serei capaz de entendr ou temos racismo em pleno Século 21

In Coisas on Novembro 19, 2008 at 10:07 am

Hoje pela manhã estava assistindo ao Bom Dia Brasil e fui surpreendida pela notícia de que Dudu Nobre e sua esposa Adriana Bombom teriam sido ofendidos pelos tripulantes de um vôo da American Airlines vindo do New York.

Sentei na cama para ver direito, inconformada que uma coisa dessas ainda acontecer em dias atuais. Fiquei mais inconformada ainda ao saber que os “suspeitos” não são americanos. O comissário que agrediu Dudu e seu produtor é chileno, de nome Carlos, já a comissária é brasileira, de nome Tatiana. A reportagem da Globo falou os nomes completos, mas, infelizmente, eu não anotei.

Como minha psicóloga disse para mim ainda na outra semana: apesar de não ser certo, muitas vezes aceitamos certos comportamentos por causa do passado. Por exemplo, aceitamos que os americanos, algumas vezes, tenham comportamento racista pelo fato de que não faz nem 40 anos que o racismo institucionalizado acabou no Sul do país. Por ser mais recente seria mais aceitável, apesar de ainda muito errado. Read the rest of this entry »

A principal arma contra o câncer é a informação

In Coisas, Opinião on Outubro 31, 2008 at 6:22 pm

Hoje é o último dia de Outubro, mas não deve ser o último dia do ano em que as mulheres devem buscar por mais informação sobre o câncer de mama. O site da Mulher Consciente continua no ar e as notícias sobre o assunto continuam surgindo. Graças a isso mais mulheres têm descoberto o câncer de mama cada vez mais cedo e, por isso, conseguem vencer a batalha pela vida.

A BBC divulgou o resultado de uma pesquisa realizada nos EUA, cujo resultado indica algumas coisas que podem ser realizadas pelas mulheres que entram na faixa etária de maior risco da doença, e também apresenta um alerta, veja só (via Portal G1):

Exercício pesado reduz risco de câncer de mama, diz estudo

Uma nova pesquisa americana afirma que exercícios físicos vigorosos podem proteger mulheres de peso normal que já passaram pela menopausa contra o desenvolvimento de câncer de mama.

O estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos diz que atividades regulares como corrida, ginástica aeróbica ou mesmo trabalho doméstico pesado estão associadas a uma redução de 30% do risco de desenvolvimento da doença. Read the rest of this entry »

Outubro Rosa – ainda em campanha

In Coisas on Outubro 22, 2008 at 9:00 pm

Outubro está acabando e eu estava realmente devendo mais um post (o primeiro está aqui) sobre a campanha do Outubro Rosa e hoje, ao assistir Christina Applegate dando seu depoimento na Ophra sobre a descoberta de seu câncer e sua decisão de fazer uma mastectomia completa para evitar o crescimento ou retorno da doença, precisei vir aqui, acabar com a preguiça da semana e escrever um pouco mais sobre o assunto.

E olha que eu nem sou fã da Oprah. Mas, nesta semana, acabei dando uma passada pelo GNT e vendo dois programas que me emocionaram: o primeiro com o depoimento sincero de Jane McCarty e Jim Carrey sobre como é ter um filho autista. A Tiffany acabou escrevendo sobre o assunto antes que eu e por isso nem falei nada por aqui. Mas compartilhei com ela que o momento mais emocionante para mim foi quando Jim disse que nós precisamos muito mais dessas crianças do que eles da gente.

Infelizmente, todo conteúdo da Oprah é controlado no You Tube e nada de acharmos estas emocionantes entrevistas, apenas as chamadas para os programas ficam disponíveis.

Voltando ao Outubro Rosa, eu tomei conhecimento da campanha através do blog da Sam, depois fui pesquisar sobre o assunto e descobri que o movimento é do início dos anos noventa, quando campanhas publicitárias adotaram o rosa como o tom da esperança e o pequeno laço como símbolo da luta contra a doença. A escolha do laço seguiu o exemplo do laço vermelho usado na luta contra a AIDS tempos antes por Jeremy Irons. Read the rest of this entry »

Segunda-feira em São Paulo…

In Coisas on Outubro 6, 2008 at 5:27 pm

Será que nunca nunca vai parar de chover??

Eu quero: Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite

In Coisas, Livros on Setembro 22, 2008 at 12:10 pm

O livro escrito pela adorável Fal, cujo lançamento rolou em Moema e eu não fui e por isso vou pagar uns dias lá no mármore do inferno no verão de 40º do Rio de Janeiro… Ops… Mas era mais ou menos isso que eu ia dizer.

A questão é que está rolando uma promoção no LadyBug (amo joaninhas) e alguém (que tem de ser eu) vai ganhar um exemplar só seu do livro.

Para tanto você precisar publicar um post dizendo porque você merece tão maravilhoso presente, colocando o link para o LadyBug e para o Drops da Fal!, dois blogs para se ter no RSS.. Ou nos favoritos favoritos… Ou nos dois.

O motivo de ser eu a merecer tamanha honra?

Porque a fal me inspira diariamente com suas comentários sagazes. Porque ninguém conseguiu traduzir a alma de meus bichos felinos como ela. Porque eu preciso ler este livro e fazer resenha aqui. Porque hoje é dia de Equinócio e isso só pode me trazer sorte.

Feliz Equinócio!! E o Dia Sem Carro.

In Coisas on Setembro 22, 2008 at 11:55 am

Hoje é dia de Equinócio! Quando dia e noite têm a mesma duração e marca um novo início para tudo nesta vida. Dia que marcava as mudanças das antigas religiões.

Tempo de agradecer e respirar, tempo de ganhar nova energia.  Eu agradeço pelo tanto que tenho conquistado, por meu marido amoroso, por minha filhota cheia de energia, por meus colegas de trabalho que tornam mais divertido o dia a dia tão cinzento. Pelos amigos virtuais que cada dia preenchem mais nosso mundinho real.

Agradeço pelas novas descobertas, novas amizades, pela minha mamãe que agora me ensinou a bordar (já fiz minha primeira bolsa com aplicação de uma menininhas), pelas minhas gatas carinhosas, pelo sol que tá lá fora e vai aquecer meus ossinhos na hora do almoço. Read the rest of this entry »

Precisa dizer mais alguma coisa?

In Coisas on Setembro 21, 2008 at 12:50 pm

P.S. Mas sabemos que, para algumas pessoas, essa opção também não é válida….

Sabe como você tira um blog dos seus favoritos?

In Coisas, Opinião on Julho 23, 2008 at 12:21 pm

É só dar de cara com um post do indivíduo escrevendo sobre os motivos para não se construir a usina nuclear Angra 03. Na realidade, motivo não tem nenhum, mas ele vai lá e diz as razões dele para não concordar… Nenhuma muito válida.
Aí você chega a conclusão que, sinceramente, ele não merece sua visita lá, nem merece constar da sua lista de favoritos no grupo Ler Todos Os Dias.

Cabelo Cacheado?

In Coisas, Vídeo on Maio 8, 2008 at 9:42 pm

Quando eu era pequena não existia produto para cabelo cacheado!

Agora eu uso vários produtos diferentes nos caracóis da Carol e essa propaganda da nova linha da Johnson’s é tudo de bom, vê só:

São Paulo é bonita sim!

In Coisas on Abril 27, 2008 at 6:46 pm

Passei dois dias em Floripa e, é claro, nos papos com o povo de lá, sempre rola aquela pergunta: você gosta mesmo de lá? Mas a cidade é tão feia e coisa e tal…

Floripa é linda, aquela marzão visto da janela do hotel é maravilhoso e muda o humor quando você acorda e olha para ele.

Ao deixar a cidade, já de noite, também é bonito de se ver aquela ilha enorme e iluminada no meio de um marzão todo escuro.

Mas, ao chegar de volta na minha terra, e ver aquele monte luzinha espalha, os carros em movimento, os prédios altos e baixos, as construções revolucionárias, eu só pude pensar: é linda sim, linda demais!

Mas deve ser porque é meu lar.

Na mesma hora pensei em escrever esse post, arrumando alguma foto bem legal da vista que eu tive. Mas mas colocar no google: são paulo vista do avião só achei fotos dos acidentes aéreos.

Tão triste.

Não Ao Bloqueio do WordPress

In Coisas on Abril 10, 2008 at 7:02 pm

Você sabia dessa? Os brasileiros com blog que tenha como casa o WordPress (tipo eu) corremos o risco de ficar sem poder acessar nossos blogs devido a uma decisão judicial burra, que pretendia limitar o acesso a um blog específico e coloca em risco muita gente.

Para entender melhor clique aqui.

Pode até ser lugar comum, mas para mim é válido: quando um sorriso e uma frase mudam tudo

In Coisas on Março 18, 2008 at 4:00 pm

“Tá aqui, pessoas. Parece bobinho, vocês não imaginam o tanto que eu chorei pra escrever isso.Eram umas duas, duas e meia da tarde. Era um dia bonito, sol sem calor. Morava no Leblon e ia para o trabalho, no centro. O ônibus era um 464, acho.

O ônibus parou no ultimo ponto antes da praia de Botafogo, entrou mais gente, e a voz perguntou ao motorista:

- Comandante, posso pegar uma carona?

A voz era cheia, firme, equilibrada, mais para o grave, magnífica. Tive que olhar. Era um hippie. Um cara louro, cabelos no ombro, rosto bonitinho, cabelos mais para o liso, carregava aquelas coisas de veludo cheias de bijuteria artesanal. Magro, um metro e setenta.

Ah. Ele entrou, tinha um lugar vago, alguém perguntou:

- Não vai sentar?

- Não, obrigado. Já estou feliz por conseguir a carona.

Foi só isso, dito por aquela voz, aquela pessoa. Tudo mudou dentro do ônibus. Um homem levantou e deu o lugar para uma mulher que estava em pé. Duas moças se ofereceram para segurar embrulhos de pessoas em pé. Uma pessoa ao lado dele começou a puxar conversa. Ele respondia com frases comuns, contando de uma vida comum.

Atrás de mim duas senhoras começaram a conversar. Ao lado as pessoas sentadas começaram a conversar.

Aqui começa a ser difícil de explicar. O que posso falar é um puta lugar comum. Só existia amor. O ar ficou leve. As pessoas conversavam felizes. Quando entrou uma velhinha, dois homens se levantaram para dar lugar.

Eu me sentia como em alguns sonhos que já não tenho faz tempo. Nesses sonhos eu ia a uma fazenda em uma ilha. Lá não existia medo, desconfiança ou raiva, só uma sensação de felicidade absoluta.

Era assim ali no ônibus. Quando saímos do túnel Catumbi- Laranjeiras ele disse ao motorista que ia descer, agradeceu a todo mundo pela conversa e pela carona.

Meu coração estava disparado. Pensei em descer, correr atrás dele e perguntar o que fazer da vida daí em diante.

Nah sua doida, você já foi hippie faz tempo. As respostas não estão com ele.

O ônibus andou. Olhei pela janela. No chão da pracinha, um monte de folhas e restos de legumes da feira que tinha acabado. E carneiros. Sim, carneiros. Muitos carneiros felizes, comendo as folhas no chão. Carneiros pastando no Catumbi. Não eram carneiros branquinhos de foto de catecismo. Estavam com a lã bem sujinha até.

Jesus tinha acabado de virar a esquina.”
História da Leila. Lindo não é não??

O gato tem fome

In Coisas on Março 16, 2008 at 10:39 am

EU já tenho meu cartão corporativo. E você?

In Coisas on Março 14, 2008 at 8:26 am

Meus problemas acabaram, como o próprio site do Gerador de Cartão Corporativo já diz: minhas dívidas serão pagas por alguém que eu não sei exatamente quem é.

Faça o seu também.

A Espanha e os Cachorros

In Bicharada, Coisas on Março 13, 2008 at 10:10 am

Mais um texto roubado lá do blog da Cora:

Em meados dos anos 40, Evelyn Waugh reuniu trechos de quatros livros de viagem escritos entre 1929 e 1935 num único volume chamado “When the going was good” (algo como “Quando o ir era bom”). Já na época dos escritos, antes ainda da Segunda Guerra e de todas as muralhas reais e imaginárias que surgiriam pelo mundo em sua decorrência, ele percebia o fim de um estilo de vida e de um tipo de viagem que não se repetiria mais. Jovem, inglês e de classe alta, com conexões nos quatro cantos do império onde o sol nunca se punha, Waugh percorria o mundo sem passagem de volta, sem se preocupar com o tamanho da maleta de mão ou com o peso das malas.

“Entre 1928 e 1937, não tive endereço fixo, nem bens que não coubessem, todos, no carrinho de um carregador”, escreveu. Seu rumo era ditado pela curiosidade e pela necessidade financeira: ele ia aonde os jornais com os quais colaborava lhe pediam para ir, ou aonde farejasse uma boa oportunidade para um novo livro. Foi assim, por exemplo, que, em 1932, veio dar com os costados no Brasil, num programa de índio avant la lettre que o levou de Georgetown, na Guiana Inglesa, a Boa Vista. O relato de sua estada em Roraima é uma sucessão de desastres e de mal-entendidos, sobrepujados por momentos de inenarrável tédio. Sinto informar que, compreensivelmente, não levou boa impressão do país.

O que me fez voltar a este antigo favorito foi o título, que ficou gravado na minha memória desde que o li, e do qual me lembro sempre que os jornais se enchem de notícias como as das últimas semanas. É cada vez mais difícil imaginar, nos nossos dias de vôos atrasados, de overbooking e de outras histórias de horror aeroportuárias, como se viajava quando o ir era bom. Num melancólico prefácio escrito em 1945, Waugh diz que seus dias de viajante ficaram para trás:

“Não há lugar para turistas num mundo de ‘pessoas deslocadas’. Nunca mais pisaremos em solo estranho, com uma carta de crédito e um passaporte (este mesmo a primeira sombra pálida da pesada nuvem que nos envolve), tendo a sensação de que o mundo se abre para nós. (….) Jamais aspirei ser um grande viajante. Eu era apenas um típico rapaz da minha época; nós viajávamos porque era assim. Conforta o meu coração ter ido quando o ir era bom.”
* * *
O ir, como mostra o noticiário, anda péssimo. Para a Espanha, então, nem se fala – mais um pouco, e estaremos apedrejando as agências do Santander. Antes que as coisas cheguem a esse ponto, é bom que os espanhóis tomem tenência: tenho a impressão de que o elegante embaixador Peidró ainda não se deu conta de que o problema é mais da Espanha do que dos turistas deportados. Eles passaram por um enorme perrengue, perderam dinheiro e oportunidades, mas, eventualmente, vão ter a oportunidade de viajar de novo.

Já refazer a imagem da Espanha como país acolhedor e bom destino turístico para brasileiros vai ser mais complicado. De que adianta gastar uma fortuna em publicidade e deixar a porta de entrada na mão de pessoas absolutamente despreparadas para receber visitas? E qual é o sentido de usar a polícia para deter estudantes e viajantes inofensivos enquanto bandos de ladrões agem livremente pelo saguão? A verdade é que ainda estou para encontrar quem viaje com alguma freqüência e não saiba de histórias assustadoras de Barrajas, o aeroporto mais selvagem da Europa.
* * *
Por falar nisso, há uma imagem recorrente bastante perturbadora nos depoimentos dos brasileiros deportados de Madri. Lucimeire de Souza Rocha disse que ficou fechada numa salinha, “como se fosse um cachorro”; Marcos Vinicius observou que os policiais que os prenderam “olhavam de cara feia, como se fossemos bichos”; Elisete, cujo sobrenome me escapou, disse que foram todos “muito maltratados, humilhados, tratados como bichos”; Pedro Luiz Lima conta que reagiu aos gritos do policial dizendo “Olha, não somos cachorros, trate a gente como homens”; Ramon Santana confirma, “fui tratado como cachorro”.

Longe de mim querer desviar o foco da conversa, mas há algo muito errado aqui – e não estou falando do ocorrido na Espanha, a respeito do qual estamos todos de acordo. Quer dizer que, se estivéssemos falando de bichos de verdade, especialmente de cachorros, as maldades dos espanhóis não teriam importância?! Será que é tão natural assim trancafiar bichos, e deixá-los passar fome e sede?!

Ainda que esses sejam cachorros retóricos e que isso seja só figura de linguagem, o fato é que, por trás de expressões assim, há um preconceito que não devia ter mais lugar. Tanto lá quanto cá, já é mais que tempo de tratarmos humanos e não-humanos com o mesmo respeito, carinho e consideração com que gostaríamos de ser tratados.
* * *
Para que os planetas se realinhem e o mundo volte a ser harmonioso, pelo menos no espaço fugaz de duas horas, vocês sabem: há uma felicidade logo ali, no Canecão, embrulhada para presente num dos cenários mais lindos e cintilantes do Gringo Cardia. Não é sempre que se pode ver duas estrelas de primeira grandeza brilhando tão perto e tão intensamente. A generosidade com que Maria Bethânia acolhe Omara Portuondo no seu palco é uma aula de elegância; a alegria e a inteligência do canto de dona Omara são, desculpem o termo tão batido, uma lição de vida.

Melhor, impossível.


(O Globo, Segundo Caderno, 13.3.2008)

Adorei essa: Um Joselito de Esparta

In Coisas on Fevereiro 27, 2008 at 9:09 am

Tá no site do Highlander. Clique aqui e veja você mesmo.

Poderia ser frase de caminhão

In Coisas, Frases on Fevereiro 15, 2008 at 8:52 pm

Ótima essa: O problema não é tirar as motos das marginais, mas tirar os marginais das motos.

Falou e disse!

É sério….

In Coisas on Fevereiro 14, 2008 at 4:00 pm
Cristo Redentor
* vi no blog da Carlota  

Só comigo?

In Coisas on Fevereiro 13, 2008 at 8:05 pm

Primeiro: é horrível encarar uma pia cheia de louça depois de chegar de um dia corrido de trabalho, ainda mais com um calor infernal. Mas você lava a louça. E você sabe por quê? Porquê foi sua sogra que ensinou seu marido a lavar a louça e arrumar a pia. Só por isso.

Fui mandar os votos do ranking de seriados de janeiro para o administrador da Sociedade de Blogs de Seriados. Escrevo o e-mail todo bonitinho. Mando beijos pros meninos. Escrevo Grupo no envio. Esqueço que estou no trabalho e que a lista de contatos preferencial é a do servidor e clico em enviar. Todo mundo do escritório recebe um e-mail com os meus votos do mês. Uns acham que é vírus, outros vem me perguntar sobre esses seriados que eu baixo. Adivinha qual será a primeira pergunta que meu chefe  vai me fazer na reunião de sexta?

No blog da Cora:

“Arrumando livros

A sensação que eu tenho é que, há séculos, não faço outra coisa. Mas agora, quando praticamente todos os livros já passaram pelas minhas mãos (o que não quer dizer que já estejam arrumados), eu olho para aquela bagunça cheia de orgulho.

Sabem de uma coisa?

Modéstia à parte, eu montei uma tremenda duma biblioteca.

E, o que é melhor: não tenho nenhuma culpa pelo dinheiro gasto nos livros. Se fossem roupas, a maioria nem existiria mais; se fosse uísque ou cerveja, eu ainda por cima teria engordado.

Agora me desculpem que vou correndo lá pra dentro de novo, antes de começar a calcular quanto já gastei em chocolate.”

Assino embaixo, igualzinho, tirando que, no meu caso, o que eu gastei com chocolate me engordou bem, viu?

Tirado do blog da Cora 2:

Diogo, o Terrível

Há uma ótima pensata/entrevista do João Pereira Coutinho, colunista português da Folha Online, com o Diogo Mainardi. Começa assim:

‘É um dos meus desportos favoritos: chegar ao Brasil e falar, em tom blasé, de Diogo Mainardi. “Você leu a coluna dele na Veja? Muito boa”, digo eu. O meu interlocutor cai num silêncio sepulcral. As veias do pescoço vão inchando como em certos filmes de vampirismo. O sangue concentra-se todo na cabeça. Os olhos, vermelhos e irados, saem das órbitas. A boca espuma. Os queixos tremem. Alguns levam a mão ao braço esquerdo e pedem uma ambulância. Deus do céu, eu já perdi a conta dos infartos, ou das ameaças de infarto, que a minha perversidade provocou em São Paulo e no Rio. Diogo Mainardi não é um colunista. É uma assombração.

Curioso. Irônico. Paradoxal. As mesmas pessoas que desmaiam na minha frente com o nome de Mainardi não desmaiam com uma elite política corrupta que usa dinheiro público tradução: dinheiro dos brasileiros para suas negociatas. O mal não está em quem rouba. Está naqueles que denunciam o roubo. Em condições normais, um país estaria grato aos jornalistas que vigiam e criticam o poder. Mas o Brasil não é um país normal. Aliás, Portugal também não é e pressinto aqui uma cultura histórica comum: quando um colunista abre a boca para criticar o governo, ele não critica o governo. Ele é um demente, um invejoso, um fracassado. E, em caso de discórdia, os leitores, para não falar dos colegas de ofício, não estão dispostos a contra-argumentar. Mas a censurar. O ideal não é discutir. É silenciar. Na impossibilidade de fuzilar. Curiosas mentalidades.’”

Tem passagem para fora daqui?? Bem longe?? Com mentalidades menos… Nem sei o que dizer.

O que está acontecendo com as pessoas?

In Coisas, Eu acho on Fevereiro 12, 2008 at 10:37 am

Pela porta

Quem me conhece pessoalmente sabe que eu sou a própria Pollyanna do livro de Eleanor Porter. Cumprimento até extintor de incêndio quando chego de manhã no escritório. Mas acho que as pessoas podiam ser pelo menos um pouquinho mais bem humoradas. Ainda acredito que um sorriso pela manhã melhora o dia de todo mundo.

Ontem pela manhã fui ao Instituo Pasteur, na Avenida Paulista, tomar vacina contra a febre amarela, pois vou viajar para Brasília no dia 20.

Na chegada fui cumprimentando o segurança com um Bom dia e um sorriso, perguntando sobre a vacina, ele, sem me dizer bom dia e menos ainda mostrando um sorriso, me indicou uma porta próxima onde já havia uma pequena fila.

Fui para a fila e uma moça foi pedindo os documentos de quem lá estava. Eu, com um bom dia, entreguei toda orgulhosa minha carteira de vacinação, guardadinha desde sempre. Ela nem na minha cara olhou.

Em seguida fui chamada pelo nome por outra moça. Que só me perguntou se eu já havia tomado a vacina alguma vez, anotou a vacina na minha carteirinha e me mandou me dirigir ao balcão ao lado, sem nem olhar na minha cara.

Cumprimentei o moço da vacina, que não respondeu e nem olhou na minha cara. Ele me deu a vacina no braço, que não doeu nada,  e colou o esparadrapo com o algodãozinho. Nem tchau.

Sai de lá pensando como pode uma coisa dessas. Ainda era segunda, nem oito da manhã, e o povo já nessa má vontade toda.

E depois dizem que é o que se come que faz mal, dá doença, dá câncer. É esse mal humor deles, isso sim.

Agora eu posso dizer: conheço alguém que ganhou um iPod no sorvete da Kibon!!!

In Coisas on Janeiro 23, 2008 at 8:41 am

Gente, o negócio foi muito bem feito, nunca que alguém vai conseguir perceber que é o iPod e não um sorvete, a não ser que a pessoa bata com ele na quina da geladeira para ver se quebra. Olha só que demais:

 Sorvete de iPod I Sorvete de iPod II Sorvete de iPod III

Detalhe: o cara não costuma tomar sorvete, resolveu comprar porque tava com calor, acabou escolhendo um sabor do qual não gosta e deu de cara com o iPod. E eu aqui enchendo a cara de sorvete e nada…

Tá, vamos falar sério: alguém aí já ganhou o tal iPod no sorvete?

In Coisas on Janeiro 17, 2008 at 7:46 pm

 Kibon

Como um amigo meu mesmo diz: eu ando tomando sorvete até o C# fazer bico a espera de achar o tal iPod escondido na tal embalagem de silicone que parece picolé de verdade. Não somente isso, ando fazendo todo mundo do escritório tomar picolé todo dia na esperança de pelo menos ver como é a tal embalagem e se dá ou não para perceber que não é sorvete só de mexer nela.

Pois bem: um mês depois e nada, NADA, de alguém achar o tal iPod. A chance é mínima, eu sei (segundo meus próprios cálculos 0,0003%), mas, poxa, é um monte de gente tomando sorvete há um monte de dias e nada?? Na época que você ganhava outro picolé todo mundo achava um monte, né?

Se alguém por aí achar me conta? Tira foto preu ver? Please!