Simone Miletic

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Meme Brincadeira de Criança

In Coisas Interessantes, Coisas sobre mim, Essas crianças on Outubro 28, 2008 at 10:33 am

Eu ando em dívida com os amigos em relação aos memes da internet e que tais (Davi, juro, um dia eu consigo dizer qual seria a trilha sonora da minha vida, atualmente anda difícil). A Sam me passou um meme relacionado ao Dia das Crianças e, mesmo com atraso, faço questão de responder, até porque o tema do meme está diretamente relacionado ao “trabalhinho” que eu fiz para a escola da Carol: lembrar coisas de sua infância seguindo as seguintes regras:

Álbum de Figurinha: colocar o selo do meme na postagem
Hora do Recreio: conte qual era a melhor brincadeira de crianças da sua infância
Brincando de Cozinha: escreva a receita que fazia sucesso na sua infância
Passa-passa 3: escolha 03 blogs e desafie para brincar.

Bom, o selo está aí em cima.

Hora do Recreio: como escrevi no texto que anexei ao “trabalhinho” de escola, meio que por culpa de meu pai ficar sendo transferido de lá para cá por causa do trabalho, meio por ser sempre uma pessoa mais “solitária” (não no sentido ruim, não pensem assim), eu sempre acaba brincando muito sozinha em casa. Eu amava era brincar de boneca.

Quando ainda morava em São Paulo, antes da primeira mudança, lembro que adorava ir na casa de duas amigas cujos pais haviam feito da edícula do fundo uma casa de bonecas e elas tinham de tudo com relação a brincar de casinha. Depois da mudança eu brincava muito de Barbie. Meu pai me fez todos os móveis da casa dela de restos de madeira, era uma fortuna ter qualquer acessório da Barbie na época, e eu montei a casa delas (era mais de uma) em um espaço vago do armário.

Além dos móveis do meu pai eu lembro, também, de pegar retalhos de tecido e fazer roupas paras a bonecas com uma maquininha de costura portátil que minha avó paterna havia me dado.

Lembro muito, também dos livros. Lembro que, uma vez por semana, minha mãe me levava à uma livraria, onde eu tinha o direito de escolher dois livros, normalmente da Coleção Vaga Lume. Na hora do jantar eu já tinha lido os dois e meu pai me chamava de traça.

Na escola lembro-me de brincar muito de pular elástico. Eu até era bem boa nisso.

Brincando de Cozinha: nossa, essa é muito difícil! Na casa dos meus avôs eu lembro sempre de ter bolo de cenoura com cobertura de chocolate e bolinho de chuva. Minha mãe sempre foi cozinheira de mão cheia e fazia de tudo, salgados e doces. É, meus quilinhos a mais vem de longe. Lembro de uma corrente de pão de Santo Antonio (acho que era dele) em que ela teve de fazer vários pães com recheio de goiabada… A goiabada derretia e deixava o pão bem molhadinho. Fiquei até triste quando minha mãe terminou a cota dela e parou de fazer o pão.

Escolher para quem passar a brincadeira é o mais difícil. Penso na Naomi logo de cara. Chamo também o Davi, para que ele conte da infância dele lá no Sul. Por último o Paulo, que vai falar de Salvador. Será que as brincadeiras de criança mudam de cidade para cidade?

Blogueira Coristina

In Coisas Interessantes, Outros Blogs on Outubro 23, 2008 at 10:36 am

A Sam escreveu um ótimo Post sobre essa nossa vida de blogueiros. O Post faz referência ao artigo escrito por ela para a revista B2B Magazine. Me identifiquei demais com o texto, principalmente quando ela fala de nos sentirmos como Cavaleiros da Tavola Redonda, entrevistando gente importante, editando nosso texto e depois tirando fotos com nossos celulares. Eu me sinto parte d eum grupo, de uma tribo, que usa os meios mais modernos para fazer algo de importante.

Vejam só:

Desde que me assumi blogueira no sentido de editora de mídia social e não apenas mãe-coruja blogando por diletantismo, estou caminhando para ser uma Coristina. Como no comercial do tradicional medicamento, no qual a atriz Regina Casé mostra uma cabeleireira faz-tudo (gerente, caixa, secretária, etc), acabo editando o blog com reuniões de pauta mentais. É sério: recebo um release (ou leio / assisto algo), encaminho a idéia para um compartimento, discuto comigo mesma se – e quando, com que relevância – vale um post, escrevo, edito, divulgo, respondo ao leitor, assumo responsabilidade sobre o veículo, trato pessoalmente das questões burocráticas da tecnologia, dos patrocínios. Enfim, somos micro-mini-empresários como editores de blog profissionais, embora nem sempre – e nem todos! – admitamos.
Recebemos mal (ou é pouco ou é muito e o adsense demora), trabalhamos muito além do horário, não temos seguridade social, não temos glamour ou reconhecimento fora do nosso nicho (celebridades de twitter não valem muito no mundo real, risos) e ainda assim quem ultrapassa a linha e se assume editor de si mesmo não volta a ser empregado. Por quê?
Como blogueiros podemos estar numa coletiva com empresários (ou o prefeito) da maior cidade da América do Sul e nos sentar à mesa, como os cavaleiros da Távola Redonda, falar o que pensamos sem censura prévia, postar sem censura posterior, sair no meio da conversa para tomar cafezinho e comer o lanchinho e, ainda mastigando e equilibrando tudo, subir numa cadeira e tirar fotos do evento com o celular. Podemos aparecer sempre com a mesma roupa sem medo de parecer pobre (porque no nicho todos sabem quem é empresário), sem qualquer preocupação sobre o que o chefe vai falar. Se o chefe falar algo, você responde mal ou faz piada, porque o chefe é você. Precisa mais?